Calendário atualizado de palestras promovidas no mês de junho pelo Laboratório de Comunicação Dialógica (FCS/UERJ) e pelo Curso de Produção Cultural

O Laboratório de Comunicação Dialógica e o curso de Produção Cultural da FCS/UERJ, ministrado pelo Prof. Marcelo Ernandez, promovem o seguinte ciclo de palestras:

Dia 19/06 – PRODUÇÃO DE CINEMA
Palestrante: Sabrina Bitencourt (ficção, documentários e cineclubes)

23/06 – CAPTAÇÃO DE RECURSOS
Palestrante: Carolina Ficheira (Mestre em Produção Cultural, Produtora do Ponto Cine e Cine Jóia, Avaliadora de Projetos do Minc)

26/06 – PRODUÇÃO DE CIRCO TEATRO
Palestrante: João Carlos Artigos (Gestor do Teatro do Anônimo)

Horário: as palestras das segundas-feiras (19/06 e 26/06) serão realizadas das 10h30 às 12h e a da sexta-feira (23/06) ocorrerá das 9h às 10h30.

Local de realização: 10º andar, bloco F, sala 10.058.

Importante: as palestras são abertas a todos os interessados.

Chefias e Coordenações da FCS

DEPARTAMENTOS:
• DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS:
   Chefe: Letícia Cantarela Matheus
   Subchefe: João Renato de Souza C. Benazzi
• DEPARTAMENTO DE TEORIA DA COMUNICAÇÃO:
   Chefe: João Luis de Araújo Maia
   Subchefe: Alessandra Alde
• DEPARTAMENTO DE JORNALISMO:
   Chefe: Affonso Henriques da Silva Real
   Subchefe: Sérgio Montero Souto
COORDENAÇÕES:

• COORDENAÇÃO DE GRADUAÇÃO:

   Coordenadora: Patrícia de Miranda Iorio

• COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO:

   Coordenadora: Cíntia Sanmartin Fernandes

Campanha Setembro Amarelo: entrevista com a professora Maria Christina Maioli, coordenadora do Programa UERJ Pela Vida

A entrevista de hoje é com a professora Maria Christina Maioli, coordenadora do Programa UERJ Pela Vida e do Núcleo de Acolhida ao Estudante, o NACE. Nossa convidada abordou o tema suicídio, assunto principal da campanha “Setembro Amarelo”. Confira!


1- O que é o Núcleo de Acolhida ao Estudante (NACE)?

O NACE é um projeto de extensão criado, através de um ato executivo em 2011, pelo Reitor com a finalidade de ser o braço ativo visível do Programa UERJ pela Vida, que existe desde 2010. Ele surgiu da necessidade de termos uma estrutura dentro da Universidade voltada para o atendimento psicológico, acadêmico e social dos alunos que estivessem em situação de risco e/ou com problemas de ordem psicossocial. Aqui fazemos o acolhimento e avaliação desses alunos, que são direcionados por professores, colegas ou até por iniciativa própria. Em seguida, é feito um encaminhamento, de acordo com as necessidades apresentadas por cada um deles.


2- O que motivou a criação desse Núcleo dentro da UERJ?

Nós começamos o Projeto UERJ pela Vida em 2008, por conta de três suicídios, de pessoas relacionadas à Universidade, que ocorreram naquele ano. Na ocasião, eu era Vice-Reitora e, junto com o Reitor, chegamos à conclusão de que a Universidade deveria se comprometer em buscar formas de prevenir a ocorrência desses fatos. Então nos reunimos com a Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria Municipal e representantes da saúde mental do Ministério da Saúde e daqui da UERJ, e percebemos que deveria haver um local para atender essas pessoas. Com isso, criamos um núcleo de acolhida na perspectiva de que fosse um local em que houvesse discussão e geração de novos conhecimentos nessa área, mas voltado principalmente para o nosso corpo discente.


3- Como é o trabalho de vocês aqui na Universidade?

Nós temos algumas ações principais, como o acolhimento e uma vertente voltada para a capacitação. O acolhimento diz respeito ao momento onde fazemos a recepção do indivíduo e avaliamos a questão do risco de suicídio e as causas pelas quais ele nos procurou. Posteriormente, ele passa por uma fase de atendimento com psicólogos, que fazem uma avaliação mais profunda da situação em que ele se encontra. Mesmo após esse encaminhamento, continuamos acompanhando o caso para ver se o paciente aderiu ao tratamento e se está se sentindo confortável com a pessoa que o está atendendo. Periodicamente fazemos um novo contato e só encerramos o acompanhamento quando a pessoa tem alta ou no caso dela ter deixado a Universidade por alguma razão. Já em relação à capacitação, buscamos sempre realizar encontros com alunos, funcionários, profissionais da área da saúde mental, de educação, da Universidade e de fora dela. Todo ano temos um seminário gratuito, onde abordamos, de modo geral, um tema central proposto pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio, em homenagem ao Setembro Amarelo. Neste ano, estamos fazendo o oitavo seminário do Programa UERJ Pela Vida, com o tema “Inovação e Cuidado em Saúde Mental”.


4- Vocês encontraram alguma dificuldade durante a trajetória do NACE?

Tivemos muitas dificuldades. A primeira foi em relação ao local para o funcionamento do NACE. Conseguimos essa sala (2.009 E) quando eu ainda era Vice-Reitora da Universidade, mas ainda precisamos de um local mais reservado para fazer o atendimento personalizado.

A outra dificuldade é com relação ao encaminhamento dessas pessoas quando elas precisam de um atendimento a longo prazo em psicoterapia, porque a rede pública não tem ambulatórios para esse tipo de atendimento. Nós temos tido muita receptividade com o serviço de psiquiatria da UERJ, principalmente nos casos de urgência ou emergência. Temos parceria com o Instituto de Psicologia. Como estamos sem psicólogos no momento, nossa maior dificuldade é trabalhar sem o auxílio desse profissional dentro do NACE. Para tentar contornar isso, eu, a pedagoga Rachel e a assistente social Debora temos feito cursos de curta duração junto aos psicólogos do Instituto de Psicologia, além dos grupos de estudo da equipe. Participamos de eventos na área da saúde mental e realizamos outros com a participação de especialistas, o que nos permite discutir questões do nosso interesse e, consequentemente, buscar a capacitação para atender os alunos.

Outro problema a ser destacado é em relação à campanha de controle do meio do suicídio. Na UERJ, o meio de suicídio empregado é a defenestração, isto é, as pessoas se lançam dos andares altos da Universidade. Com base nisso, o ideal seria colocar uma rede em todas as passarelas, rampas e sacadas e isso custa dinheiro. Infelizmente com a situação do Estado, ainda não conseguimos, mas venho pensando em fazer uma campanha voluntária de captação.


5- Por que o suicídio ainda é um tabu tão grande na nossa sociedade? A campanha Setembro Amarelo contribui para que, aos poucos, haja uma diminuição desse tabu?

Acredito que seja um tabu porque ninguém gosta de falar de morte. E o suicidio é tido como uma morte voluntária, o que fere o instinto de preservação, um dos sentimentos mais importantes na espécie humana e portanto, incompreensível para a maioria das pessoas. Em geral, as pessoas dão algum tipo de sinal. Nós, na maioria das vezes, é que não percebemos. Por isso a sensação de culpa que muitos familiares e amigos sentem após o suicídio. Temos também a questão do preconceito que existe em relação à saúde mental. Ninguém quer ser taxado de maluco ou louco ou instável emocionalmente. Por isso escondem e evitam procurar os psicólogos e psiquiatras. Em suma, acredito que o preconceito é o principal responsável pela transformação do suicídio em tabu.

Eu acredito que a campanha “Setembro Amarelo” contribui para a diminuição desse tabu. Toda vez que falamos sobre o assunto, nós o desmistificamos. Então quanto mais visível essa campanha estiver, melhor será para que as pessoas se acostumem a tratar dessa problemática. O “Setembro Amarelo” é importante porque vai iluminar o Cristo Redentor, a Fiocruz, as pessoas vão usar a fitinha amarela e,com isso, os outros vão olhar e pensar “ué, por que você está com isso?”, e aí teremos a oportunidade de falar sobre as situações que levam ao suicídio, nas quais podemos intervir a fim de evitar ou minimizar seus danos. Acredito que a mídia tem um papel importante nessa questão.


6- O que as pessoas precisam saber sobre o suicídio a fim de que não sejam criados tantos estereótipos sobre o assunto?

As pessoas precisam conhecer o que acontece antes da pessoa se suicidar, ou seja, elas precisam entender que o suicídio é uma situação terminal, um desfecho que está sempre em mente quando você vir uma pessoa com alguns sinais e com um comportamento de risco.

O NACE produziu dois folderes: “Ideias Comuns e Mitos sobre o Suicídio” e “Você pode ajudar!”, que auxiliam as pessoas a identificar o sofrimento no outro e se importar com isso, além de identificar os fatores mais graves que alertam para o suicídio.
Então não há uma resposta simples para sua pergunta. O assunto suicídio tem que ser levado a sério. A solidariedade é também um aspecto relevante, ou seja, a preocupação com o outro é o mais importante em relação à prevenção do suicídio.


7- Depois da criação do NACE, houve alguma mudança no número de suicídios dentro da Universidade?

Não, o número de suicídios que ocorrem na Universidade, estatisticamente, não é significativo. Temos um número de suicídios muito pequeno aqui. Há cerca de 26 mil alunos, contando com a pós-graduação. São cerca de 5 mil funcionários, além de uma população flutuante de alunos de extensão e de pessoas que usam a UERJ como passagem. É uma população maior do que a de alguns municípios do nosso estado. Se pensarmos que há um suicídio por ano, isso não é estatisticamente relevante, mas basta perguntar a qualquer pessoa da UERJ “quantos suicídios você acha que acontece por ano aqui?” e a resposta será de um por mês ou que há meses em que ocorre mais de um. Isso acontece porque o suicídio é uma situação tão impactante que reverbera a ponto das pessoas computarem como um novo.

É bom lembrar que o número calculado de suicídios não corresponde à realidade porque muitas vezes ele é camuflado. Os suicídios que ocorreram na Universidade não aparecem como suicídios porque eles são ocorrências policiais e estão sob investigação. Logo, são considerados como “acidente violento, morte violenta”.

O número de atendimento de pessoas que nos procuram não é pequeno, considerando que o NACE não é tão conhecido assim pela população da Universidade. Então é importante que continuemos a fazer o trabalho de prevenção. Não houve uma redução do número de suicídios, mas houve uma pequena tendência nos últimos anos para que esse número não fosse de pessoas de dentro da UERJ.

* * *

O NACE localiza-se à Rua São Francisco Xavier, 524 – Pavilhão Reitor João Lyra Filho, 2º andar, bloco E, sala 2009, Campus Maracanã da UERJ. O telefone do setor é: 2334-0987.

Prorrogação das inscrições para a Especialização em Jornalismo Esportivo

Estão abertas até o dia 28 de setembro de 2016, as inscrições para o Curso de Especialização em Jornalismo Esportivo da Faculdade de Comunicação Social da UERJ.

O curso promoverá a formação teórica e prática de profissionais e pesquisadores da Comunicação Social e áreas afins, permitindo, entre outras possibilidades, a elaboração de projetos de veículos esportivos.

Prova escrita: 03 de outubro de 2016 (A prova escrita constará de temas abordados na bibliografia disponível na copiadora do 10º andar)
Clique para mais informações ou envie e-mail para djr@uerj.br ou jornesportivo@gmail.com.

 

Resultados da seleção para professor substituto (Jornalismo e Relações Públicas)

Veja abaixo os resultados dos  processos seletivos:

Resultado do processo seletivo para contratação de professor substituto para os cursos de JORNALISMO 

Resultado do processo seletivo para contratação de professor substituto para os cursos de RELAÇÕES PÚBLICAS